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FIFA 18: Modo História tem pela primeira vez uma personagem Feminina Controlável


Fonte: ESPN

Os jogadores da FIFA 18 têm uma grata surpresa: a irmã de Alex Hunter, Kim, no modo Jornada. Mulheres jogando esportes não é uma novidade, mas ter equipes esportivas femininas controláveis nos videogames é outra história. A EA Sports está apenas engatinhando quando o assunto é a integração de mulheres nos jogos esportivo. FIFA 16 trouxe 12 seleções nacionais femininas para a franquia de futebol e NBA Live 18 inaugurou um modo de jogo com as equipes de basquete da WNBA.

FIFA 18, que foi lançado no final de setembro para PlayStation 4PlayStation 3Xbox OneXbox 360 e Nintendo Switch, deu um passo além e incluiu um bônus ao modo Jornada.

Neste modo, assumimos o controle de Kim Hunter, a jovem irmã norte-americana do protagonista Alex Hunter, em sua estreia na US National Team, a seleção de futebol dos EUA. É a primeira vez que um personagem feminino pode ser controlado nesse tipo de modo e aprofunda o compromisso com as mulheres na franquia FIFA.

“Há muitas jogadoras em todo mundo e é importante incluir o lado feminino no jogo”, disse Matt Prior, diretor criativo de Jornada, em uma entrevista para a ESPN.

O modo Jornada estreou em FIFA 17, no qual os jogadores assumiram o controle de Alex Hunter na luta para se tornar um jogador profissional na Premier League. A segunda temporada do modo se aprofunda mais na história que cerca Hunter, revelando que Kim é, de fato, sua meia-irmã.

Kim, assim como seu irmão, é uma talentosa jogadora de futebol. Ela faz sua estreia em um amistoso internacional entre os EUA e a Alemanha. É um momento de surpresa para o jogador assumir o controle de Kim, já que o único personagem jogável de Jornada até então era Alex. Imediatamente, a diferença de jogabilidade pode ser sentida.

“O lado da mulher do jogo é muito importante para nós, então fizemos o máximo para incorporá-lo ao jogo”, acrescentou. “Kim é o seu resultado”.


Kim estreia contra a forte equipe da Alemanha.

O futebol feminino de FIFA é baseado nos dados da seleção norte-americana. Ao incluir seleções femininas em FIFA 16, a equipe de desenvolvimento da EA reuniu dados de captura de movimento de várias jogadoras para criar conjuntos de animações próprios. Antes de adquirir esses conjuntos de dados, a única maneira de colocar as mulheres na FIFA seria sobrepor o corpo das mulheres nas animações dos homens, fato que não teria alcançado os padrões de autenticidade da equipe de desenvolvimento.

Kim representa o pequeno, mas crescente, aumento da experiência com personagens femininos nos títulos da EA Sports. As oportunidades de jogar como mulheres surgiu nos últimos cinco anos, mas as opções variam de jogo para jogo. O NHL, por exemplo, tem a opção de criar uma mulher desde 2012, e o UFC permite que os jogadores escolham uma campeã para levar adiante sua carreira.

FIFA, e agora NBA Live, adicionaram as mulheres em alguns de seus modos. Madden, no entanto, está à parte, sem nenhuma mulher controlável. Isso faz sentido no que se refere ao esporte, mas não é possível criar uma proprietária de time, gerente ou treinadora, que são barreiras que estão caindo lentamente dentro da NFL na vida real.

“Estamos começando a chegar em um ponto de integração significativa e características atraentes para jogadoras, mas sinto que estamos apenas arranhando a superfície”, disse Cam Weber, vice-presidente da EA Sports. “Uma parte muito significativa da nossa comunidade é composta por meninas e mulheres. Precisamos expandir nossos jogos para criar recursos e funcionalidades que atraiam e respeitem esse público”.

Weber estimou que pelo menos um terço dos jogadores da EA Sports são mulheres. Esse é uma parcela considerável da base de fãs de jogos esportivos e que a EA Sports está empenhada em expandir. Um dos caminhos é o aumento de recursos que sejam interessantes às jogadoras.

“Teremos um impacto maior quando ultrapassarmos o ponto de termos apenas seleções femininas e proporcionar experiências de carreira mais profundas”, disse Weber. “Será ótimo quando as mulheres puderem jogar uma carreira e viver essa fantasia de ser uma atleta profissional feminina”.

Kim Hunter é um ótimo passo na direção de não haver apenas mulheres disponíveis, mas criar uma experiência imersiva para todos os jogadores, incluindo mulheres.

A forma como as mulheres são representadas será variada em títulos futuros. Os esportes e, consequentemente, os jogos, são diferentes. Quem sabe possa haver um modo de carreira na WNBA de NBA Live 19 ou Kim Hunter retorne em FIFA 19. As mulheres nos jogos de esportes, no entanto, vieram para ficar.

Fonte: ESPN

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